domingo, 8 de junho de 2014

9/6/2014 - Comentário publicado na página referente ao Módulo IV

Foi através deste módulo que tomei conhecimento da existência dos Recursos Educacionais Abertos Acessíveis. Na verdade, já fazia uso de alguns, mas não os sabia classificar como tal. Fiz a minha especialização em Informática na Educação a distância, o que resultou numa grande experiência no uso da internet para uma aprendizagem autônoma em plataformas virtuais. No entanto, passei os últimos 8 anos afastada da minha função de professora de informática educativa, responsável pela formação de professores da rede municipal de ensino. Portanto, participar deste MOOC foi uma grande oportunidade de atualizar meus estudos e conhecimentos esta área. É inquestionável que, nesta sociedade cada vez mais digital, os professores precisam se apropriar desses recursos digitais e utilizá-los de forma pedagógica, de forma a desenvolver práticas de aprendizagem colaborativas. Confesso que tive e ainda tenho dificuldades para acessar alguns dos REA, mas considero muito importante a disponibilização de conteúdos atrelados às licenças, como forma de respeitar a autoria, possibilitando o uso e a adaptação do material disponibilizado na internet. Os repositórios tornam-se cada dia mais ricos, permitindo que o professor publique e divulgue a sua experiência. Torna-se possível uma troca de experiências e podem surgir soluções para determinadas situações, sobretudo para aquelas inusitadas que o professor tem que enfrentar quando tem em sua sala de aula um aluno, com deficiência por exemplo.

Ainda estou concluindo a elaboração da atividade proposta neste módulo.Justifico meu atraso por ter tido problemas com o comutador.
Módulo IV - Recursos Educacionais Abertos Acessíveis
Interação em 08/06/2014
Direciono este comentário ao colega José Fernando.
No Brasil, mais especificamente em Fortaleza, capital do Ceará, as escolas públicas municipais já contam com um sistema que possibilita ao aluno cego a leitura e digitação de textos em um tablet. Desenvolvido nos 3 últimos anos pelo Laboratório de Pesquisa Aplicada e Desenvolvimento em Automação (LAPADA) do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE), através da empresa incubada AED Tecnologia, o PORTÁCTIL é uma ferramenta de acessibilidade que visa dar condições de igualdade e autonomia no acesso à informações digitais, tanto no formato braille quanto áudio,  e assim possibilitar a um estudante cego, frequentar uma sala de aula convencional, sem prejuízo para a sua educação. O Sistema Portáctil é composto por um tablet, um mouse-braille e uma máscara qwerty. O tablet roda o aplicativo Portáctil de acessibilidade, que permite que a pessoa cega faça a leitura e escrita de documentos e livros, tanto em áudio quanto em braille de textos digitais. A Prefeitura Municipal de Fortaleza adquiriu 136 (cento e trinta e seis) equipamentos PORTÁCTIL para serem distribuídos na Rede Municipal de Educação e assim serem usados em sala de aula como ferramenta de auxílio a educação de pessoas cegas. Para alcançar esse objetivo, a Secretaria Municipal de Educação de Fortaleza já inicio a formação dos 121 professores do Atendimento Educacional Especializado.

terça-feira, 13 de maio de 2014

Registro aqui mais uma atividade do Curso MOOC 2014 - Inclusão e Acesso às Tecnologias, referente ao módulo III. Construimos a Webquest Fortaleza terra da luz, visando trabalhar interpretação de texto e estudo do vocabulário com alunos do 5º e 6º ano do Ensino Fundamental II. Acesse o seguinte link:Webquest Fortaleza terra da luz

sexta-feira, 9 de maio de 2014

MÓDULO III - Desenho Universal da Aprendizagem
Comentário sobre questionário VARK

09/05/2014

Inicialmente, meu aprendizado se deu através do ensino em sua forma tradicional: ouvindo a explanação do professor e anotando no caderno o que ele escrevia na lousa. Recursos básicos: livros, enciclopédias, dicionários, cadernos, lápis, caneta e borracha. O professor era o “senhor” dos conhecimentos e nós alunos devíamos aprender o que o professor considerava importante. Exercícios e provas tinham questões objetivas e dirigidas que exigiam respostas exatas e não estavam abertas à reflexão e não consideravam a subjetividade. Até ingressar na faculdade minha aprendizagem e fixação dos conteúdos se dava predominantemente através da audição, leitura e escrita. Ao me tornar tetraplégica, fique sem poder mais fazer as anotações do que era escrito e observado por mim em sala de aula. Na faculdade, o ensino também continuou na forma tradicional, mas precisei modificar a minha forma de aprender, desprendendo-me das minhas anotações e concentrando-me e assimilando o que ouvia. Os recursos pedagógicos permaneciam praticamente os mesmos utilizados no ensino básico, acrescentando-se a esses os seminários, em que os alunos passavam a transmitir os conhecimentos aprendidos a partir dos direcionamentos do professor. Apesar de minha deficiência severa e aparente, ela não foi alvo de interesse e preocupação dos meus professores durante todo o curso universitário, com exceção da professora de Alemão, que procurou diversificar a sua forma de ensinar para me auxiliar no aprendizado da língua escrita. Ela me apresentava os textos com erros de grafia e concordância e eu deveria identificá-los e corrigi-los, ainda que oralmente. Metodologia semelhante passou a ser utilizada também pelo professor de Latim, contudo por sugestão minha. Também por sugestão minha, passei a utilizar a máquina elétrica da secretaria da faculdade para redigir as redações da disciplina de produção textual, para que o professor pudesse comprovar que os textos eram realmente feitos por mim.

Criando os meus mecanismos e estratégias de aprendizagem, conclui minha faculdade. Com a aquisição do computador, voltei a poder fazer as minhas próprias anotações, o que contribuiu muito para o aprimoramento de meu trabalho como tradutora, possibilitando-me realizar minha primeira especialização. Com o computador ficou mais fácil a consulta a dicionários, uma vez que já estavam disponíveis em versão digital. Os recursos do Microsoft Word – teclas de atalho, autocorreção, corretor ortográfico e preditor de palavras – foram e são de grande valia para minimizar os esforços da digitação e dar velocidade à ação. As anotações eram feitas pelos colegas de sala conforme as suas percepções, que poderiam coincidir ou diferir das anotações que eu faria se pudesse escrever.

Depois que comecei a lecionar, tive a oportunidade de assumir o cargo de professora regente de um centro de multimeios - que compreendia o laboratório de informática com acesso à internet, a biblioteca com sala de leitura e uma sala de vídeo. Passei, então, a dispor de muitos recursos/meios para apresentar aos professores visando contribuir com o planejamento das aulas, que certamente teriam uma motivação a mais se incluíssem, por exemplo, assistir e debater sobre um filme, apresentar seminários sobre obras literárias etc. Tive, então, a oportunidade de ser parceira de uma professora que começara uma Especialização a Distância em Informática na Educação, passando a descobrir o mundo através da internet.

Se fosse enumerar o quanto tenho aprendido com o computador e o acesso à internet, teria que me alongar muito. Por isso, para não perder o foco deste comentário, vou finalizar mencionando a pontuação obtida com as respostas ao questionário VARK.

Visual: 11
Aural: 15
Leitura / Gravação: 12
Cinestésico: 12

Ao ver e analisar os resultados obtidos a partir do questionário VARK, percebe-se que há uma equiparação/equilíbrio na pontuação, o que reforça minha certeza de que precisei forçosamente adequar o meu modo de aprender – antes predominantemente escrito e oral - às minhas novas circunstâncias - à época predominante oral – devendo modificar e diversificar a minha aprendizagem, ou seja, multimodal.


domingo, 4 de maio de 2014

04/05/2014
Módulo 2 - Acessibilidade Web e Tecnologias de Apoio – Atividade 2

Partindo de minha própria experiência - como tetraplégica que digita com uma órtese com um lápis que corresponde a um único dedo - quero discorrer um pouco sobre as opções de acessibilidade do Windows e os recursos do Word, que podem ser configurados de acordo com as necessidades específicas de pessoas com habilidades limitadas, baixa visão e outras deficiências. O Windows disponibiliza um assistente de acessibilidade que faz perguntas dirigidas ao usuário sobre as suas dificuldades para acessar o computador e, conforme as respostas que obtem, configura o computador de forma a torná-lo mais fácil de ver, ouvir e usar.

Para pessoas com limitações motoras, existem as teclas de aderência, alternância e filtragem. As teclas de aderência e alternância permitem acionar alternadamente as teclas shiftcontrol e alt, possibilitando acionar comandos que combinam essas teclas simultaneamente. Ao acionar as teclas de filtragem, um usuário com paralisia cerebral, por exemplo, pode definir o tempo necessário para pressionar e soltar a tecla e, dessa forma, evitar a repetição das teclas digitadas.

Outro grande recurso de acessibilidade é a configuração que possibilita que se utilize o mouse através do teclado numérico ou mesmo no teclado convencional, no caso dos notebooks. Desse modo, é possível utilizar os softwares de pintura e desenho.

Passando para o recursos do Word, encontrados também no OpenOffice, destacamos as teclas de atalho, a autocorreção e o preditor de palavras, que associados e adequadamente configurados minimizam bastante os esforços na digitação de textos. O corretor ortográfico consiste também em um recurso de aprendizagem da língua.

É possível atribuir atalhos do teclado ou teclas de atalho a comandos, macros, fontes, estilos ou símbolos usados com freqüência.


Em relação à aparência na tela, existem opções para definir tamanho e zoom, cor e som. O teclado virtual e a lupa são outros recursos muito importantes.

Elenquei apenas os recursos que mais uso para dar uma ideia aos professores que tem alunos com deficiência motora nos membros superiores. É possível ajudá-los sim em seu desenvolvimento, aprendizagem e socialização. O essencial: acreditar que todos tem potencialidades e ajudá-los a descobri-las e explorá-las.

sábado, 3 de maio de 2014

03/05/2014 18:10:38 - Atividade referente ao Módulo II

Escolhi o validador brasileiro DaSILVA (http://www.dasilva.org.br) para avaliar a acessibilidade no portal da Secretaria Municipal de Educação da Prefeitura de Fortaleza (http://www.sme.fortaleza.ce.gov.br/educacao/) e obtive o  Relatório de Acessibilidade numa linguagem bastante técnica. No entanto, o endereço disponibilizado não leva ao relatório e sim a página inicial do validador. Tentei salvar o resultado, mas só é possível salvar toda a pasta da web.

Então,submeti a mesma página ao validador WCAG 2.0 e obtive o seguinte resultado: http://www.acessibilidade.gov.pt/accessmonitor/?cD0yNjM3ODQ,&wcag20

Minha opção por avaliar a acessibilidade no portal de uma secretaria de educação, deve-se a uma compreensão de que os órgãos públicos ligados à educação devem ser os primeiros a darem exemplo e proporcionarem os meios para possibilitar a inclusão de todas as pessoas com deficiência.